Sobre a mesa havia um papel em branco
Ao se aproximar, que susto!
Todo vermelho ficou o papel, sem qualquer custo
Sem saber o que fazer, o poeta pegou uma tesoura
Foi lá e recortou um coração daquela folha
Ao fim dos recortes
Achou que estava finalizado
Ledo engano!
Notou rebarbas por todos os cantos
Sem opção
Retomou a tesoura em sua mão
E fez os ajustes nos cantos do seu coração
Por um breve momento, dispersou o olhar para o horizonte
Ao voltar pra si, mas que espanto!
Em sua mão havia novamente apenas um papel em branco
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